A ANIPA realizou sua primeira reunião anual de 2022 nos dias 6 e 7 de abril, em Salvador/BA, com a presença de seu diretor Presidente, demais diretores e conselho fiscal.
No dia 06 aconteceu a reunião com o Presidente da FUNCEF, Gilson Costa de Santana e o Diretor de Investimentos da FUNCEF, Samuel Crespi. Segue abaixo o resumo:
O diretor Presidente da ANIPA, Ivan G. Theisen fez a abertura da reunião.
Em seguida, iniciou-se a participação do Presidente da FUNCEF. Em breve apresentação, o Presidente falou sobre sua formação e carreira. É presidente da nossa fundação desde 18 de maio de 2021. Entre os pontos abordados, falou sobre o esforço em reduzir os custos, inclusive reduzindo o quadro de pessoal, que hoje é de 495 empregados. Disse estar comprometido com a construção de uma FUNCEF mais transparente e ética, e que essa busca deve ser um esforço conjunto de todos. Esse trabalho tem que ser constante e buscando sempre a perenidade dos mecanismos de controle. A FUNCEF aderiu ao Código de Autor regulação em Governança Corporativa da ABRAPP, o pedido de adesão foi encaminhado há duas semanas.
Na atual gestão foi desenvolvido um processo de Rastreamento de Operações, transações de processos e circulação de informações em geral, visando dar maior transparência às atividades. O corpo Técnico da FUNCEF segundo palavras de Gilson, precisa ser perene, não pode mudar quando mudam os diretores, e para conseguirmos dar esse passo é necessário trabalhar juntos. Essa gestão criou objetivos mensuráveis, adaptando modelos utilizados pela CAIXA.
Perguntado sobre a venda de ações da Vale, Gilson teceu considerações sobre o cenário econômico daquele momento e os aspectos técnicos que foram analisados para aquela operação. A venda foi considerada muito boa, feita por um ótimo valor e num bom momento. O valor obtido com a venda das ações foi aplicado em renda variável num primeiro momento, e depois parte em renda fixa. Frisou que as críticas sempre existiriam, quer as ações fossem vendidas ou não.
Questionado sobre a INVEPAR- holding de infraestrutura de transporte na qual a FUNCEF é acionista e credora, disse o presidente da FUNCEF que apesar das denúncias e críticas , a reestruturação da INVEPAR teve o objetivo de manter as atuais concessões em operação e recuperar o valor de seus ativos. Essa reestruturação, foi aprovada pelos acionistas e detentores de títulos de dívida e com anuência dos credores dos ativos envolvidos na proposta.
Na FUNCEF, a medida foi aprovada pelos órgãos colegiados, depois de amplamente discutida pelas áreas técnicas, e ter sido considerada a melhor alternativa na busca da recuperação dos valores investidos pela fundação na empresa. Para Gilson, o aeroporto de Guarulhos não é o maior problema da INVEPAR. O maior risco é a rodovia 040, cuja devolução está sendo acertada em parceria com os demais sócios. Comentou sobre algumas vendas de imóveis, como um hotel em Brasília, informando valores e condições.
O Hotel Renaissance de SP é o melhor investimento imobiliário, mas está deficitário no momento devido a pandemia. A gestão atual da FUNCEF está fazendo acordos, negociações, retirando processos da justiça, revendo penhoras, vendendo imóveis com venda direta, principalmente de terrenos. O resultado vai para a carteira de títulos públicos federais, de forma bem equilibrada e segura. Também em renda fixa e variável. Há algumas questões judiciais antigas, em relação a bens imobiliários, que a FUNCEF está buscando solução para melhorar o desempenho financeiro da Fundação.
Precisamos estar alertas em relação ao acordo da JBS, que só pagou até agora 16,76% do que foi acordado. A JBS judicializou o caso em dezembro último, para não pagar mais o acordo feito anteriormente.
Sobre o contencioso, afirmou que nas ações de CTVA, não são mais majorados os benefícios sem a devida composição da reserva. Busca-se acordo.
Sugeriu ainda, que antes de ajuizar uma ação, o interessado deve entrar em contato com a Fundação, que eventualmente pode ter solução administrativa.
Reforçou que a Política de Investimentos não pode ser revisada anualmente, como era feito, pois o mercado muda muito rápido e necessita reavaliação constante.